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Shield Security debate desafios de cibersegurança e confiança durante encontro em Belo Horizonte (MG)

A segurança da informação vem ganhando espaço na agenda estratégica de hospitais, clínicas e laboratórios à medida que ampliam o uso de tecnologias digitais. Prontuários eletrônicos, sistemas de diagnóstico, dispositivos conectados, plataformas em nuvem e aplicações baseadas em Inteligência Artificial aumentam a eficiência dos serviços, mas também impulsionam o volume e a complexidade das informações a serem protegidas.

Nesse contexto, a Shield Security está patrocinando a próxima edição do encontro promovido pela Orbit Saúde, confraria que reúne, de forma recorrente, lideranças de grandes companhias e redes do setor de saúde do estado. O encontro será em 9 de setembro, em Belo Horizonte (MG). A proposta é promover a troca de experiências e discutir caminhos para elevar a maturidade da segurança no segmento.

“Iniciativas de relacionamento entre profissionais de tecnologia e segurança já são uma importante prática para o mercado, a especialização do grupo Orbit Saúde no segmento de saúde ganha relevância diante das características particulares dessa área. É preciso proteger dados pessoais sensíveis, manter sistemas disponíveis praticamente de forma ininterrupta e lidar com uma superfície de ataque que cresce com a incorporação de novas tecnologias”, afirma Vitor Villani, CEO da Shield Security.

Nesse sentido, ele observa que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) destaca que incidentes envolvendo sistemas hospitalares podem ter consequências que ultrapassam a perda ou exposição de informações. “Quando ocorre indisponibilidade prolongada de uma rede hospitalar provocada por sequestro de ativos digitais, por exemplo, isso pode impedir o acesso a dados de pacientes ou até a realização de procedimentos médicos, gerando riscos à saúde dos titulares”, explica.

Os números ajudam a dimensionar o desafio. Segundo o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, o custo médio de uma violação de dados no Brasil chegou a R$ 7,19 milhões, alta de 6,5% em relação ao ano anterior. Na saúde, o valor foi ainda maior: R$ 11,43 milhões por incidente. Em julho de 2026, a ANPD instaurou processo contra um importante instituto de saúde do terceiro setor, após um ataque de ransomware ocorrido em 2025 que afetou cerca de 500 mil registros de pacientes, incluindo prontuários, exames, prescrições, diagnósticos e informações sobre internações e procedimentos. Além dos impactos financeiros e regulatórios, casos dessa natureza podem comprometer a continuidade dos serviços e a confiança dos pacientes.

Confiança como ativo estratégico

“Na saúde, confiança é parte do valor que a companhia entrega ao paciente. Quando uma pessoa fornece seus dados para um hospital ou clínica, existe uma expectativa de que aquela informação será protegida e utilizada de maneira responsável. A quebra dessa relação tem consequências muito maiores do que um incidente tecnológico”, reforça o CEO da Shield Security.

Essa perspectiva será levada pela Shield Security ao encontro por meio da palestra “A Confiança como Ativo Estratégico na Saúde“, dentro do tema “Como Governança, IA e Cibersegurança estão redefinindo o futuro do setor“. A discussão abordará o avanço da IA no mercado de saúde, onde a tecnologia já começa a ser incorporada a etapas como diagnóstico, apoio à decisão clínica, gestão e atendimento.

“A IA amplia exponencialmente a capacidade de analisar informações e apoiar decisões, mas também aumenta a velocidade e a escala dos riscos. Quanto mais dados uma empresa coloca à disposição de sistemas inteligentes, maior deve ser sua clareza sobre governança, acesso, responsabilidade e proteção. Não se trata de frear a inovação, mas de criar condições para que ela aconteça com confiança”, conclui Villani.

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