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Cia 5só apresenta peça sobre crise socioambiental no próximo dia 15/5, em BH

Uma cidade que violenta corpos d’água e corpos periféricos cotidianamente: é sobre este plano de fundo que se desenrola a peça A poesia concreta de cidades e corpos soterrados, da Cia 5só. O espetáculo tem sessão gratuita no próximo dia 15 de maio, às 19h30, em Belo Horizonte, no Centro Cultural Urucuia (Rua W3, 500, Urucuia), com acessibilidade em Libras.  A retirada de ingressos deve ser feita no local e está sujeita à lotação.

No palco, quatro personagens que vivem nas bordas da capital mineira se debatem com as contradições de uma cidade atravessada por rios soterrados, vidas exploradas e tragédias socioambientais. Por meio da poesia marginal, do humor e da aspereza, cada história ganha corpo e voz, ao mesmo tempo singular e coletiva.

O que se revela são as complexidades da vida urbana e periférica, com suas micro e macro agressões cotidianas, e os dilemas do direito à cidade. Tudo isso com a força da poesia marginal falada, que se encontra com as artes cênicas para criar novas formas de aproximação com o público – uma das marcas da Cia 5só.

“A peça conversa de forma muito interessante sobre mobilidade urbana, sobre como a gente interage com uma cidade construída em cima de rios e sobre as consequências de não dialogar sobre esses rios, principalmente nas épocas de chuva e para as pessoas que estão em maior vulnerabilidade”, conta Joi Gonçalves, uma das gestoras do projeto e integrante da companhia.

Acentuando o diálogo com a cena cultural periférica, no dia 15/5 a peça recebe intervenções artísticas do músico transmasculino Nilo Ybyr, que explora as sonoridades indígenas e afro-brasileiras em composições autorais, e de Bárbara Amaral, narradora de histórias há quase 20 anos, produtora cultural e arte-educadora.  

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte (Projeto nº 0269/2025).

Sobre a Cia 5só

A Companhia de Teatro Marginal 5só é formada por cinco atrizes, atores e poetas que têm como ponto de encontro a cena do Slam de Belo Horizonte. A companhia surge do desejo de revelar a produção artística de pessoas negras, mulheres, LGBTQI+ e jovens das diversas periferias da cidade, por meio do teatro, performances, saraus e outras linguagens artísticas.

A 5só estreou em 2019 com a cena “Eu só, com verso”, vencedora do Cenas Curtas, do Galpão Cine Horto. A obra marca o início de uma trajetória marcada por enredos que abordam o cotidiano periférico de sonhos, frustrações, alegrias, amores e opressões, sempre trazendo a poética marginal e a oralidade para o palco teatral. 

Composto por Fellipe Beluca, Joi Gonçalves, Karine Bassi, Leandro Zerê e Pieta Poeta, a Cia 5só já se apresentou no 14º Festival de Verão UFMG e no II Trama Festival, entre outros espaços. Sua última produção, A poesia concreta de cidades e corpos soterrados, estreou em 2025, com uma série de ensaios abertos em diferentes regionais de Belo Horizonte e apresentações no Espaço Cultural Imaculada e no Sesc Palladium.

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