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Cláudio de ‘Coração Acelerado’, Alexandre David celebra sucesso: “um dos meus personagens que mais teve impacto com o público”

A novela ‘Coração Acelerado’ se aproxima do fim e vai deixar saudades. A trama trouxe personagens marcantes como Agrado (Isadora Cruz), João Raul (Filipe Bragança), Eduarda (Gabz), dentre outros, além dos que arrancaram sorrisos do público. Um deles foi o cozinheiro Cláudio, interpretado pelo ator Alexandre David. Ele ganhou destaque pelas cenas com o núcleo principal da trama, algo que fez com que ele ganhasse uma atenção especial dos espectadores.

“É um dos meus personagens que mais teve impacto com o público. Todo dia vem alguém falar comigo, no metrô, andando na rua, tem gente pedindo para tirar foto, fala que está vendo a novela, ela é bastante popular e as pessoas se divertem, gostam, falam comigo: “Ah, você é aquele cara que faz o mordomo” e eu falo “É! O mordomo!” (risos). Pode ser o mordomo, pode ser o cozinheiro do João Raul! E abrem um sorriso! São muito simpáticos, é muito divertido, muito legal receber a validação do público, tanto nas ruas quanto pela internet”, conta.

O ator viralizou com algumas cenas em que se conecta com o lado cultural mostrado na novela, principalmente em relação à música. Ele explica que começou a “prestar mais atenção e a curtir alguns sons” e que separou algumas canções “para matar a saudade da novela” assim que ela terminar. “Eu não conhecia muito esse universo, claro que já conhecia assim de ouvir, porque toca o tempo todo, no Brasil todo, mas nunca tinha me aprofundado em ouvir as letras, assim. Essa do Chitãozinho e Xororó “O Seu Amor é a Minha Estrada” é linda. A música da Marília Mendonça, ‘Leão’, adorei, acho ela diferente. Ana Castella, a cantora do tema de abertura, tem músicas muito legais”, revela.

Ele acrescenta sobre o quanto as canções têm impacto não só ao levar a cultura do centro-oeste para o público, mas também em exaltar o país. “São alegres, geralmente são melodias gostosas de ouvir, para dançar também. A trilha sonora é bem específica daquela região, mas ela fala muito do Brasil todo. As letras falam do ser brasileiro, de um jeito divertido, bonito. Com certeza vão ficar na playlist para as minhas próximas festas, para o meu aniversário agora no fim de julho”, acrescenta.

Alexandre pontua que outro aspecto marcante é o estilo dos personagens. Algumas vestimentas, inclusive, poderiam ser levadas para o próprio guarda-roupa.

“Com certeza eu levaria, porque é muito legal. Tem algumas roupas do Walmir, personagem do Antônio Calloni, uma jaqueta que apareceu outro dia, toda colorida assim, muito legal. As botas, as calças apertadas, as camisas divertidas. Eu levaria com certeza para usar em alguma festa, para brincar, são roupas bem alegres. E me vi também vestido todo de preto, que é o uniforme do personagem e gostei, dá uma elegância, eu usaria”, afirma.

A novela fez com que o ator passasse a conhecer mais da cultura do Goiás, principalmente sobre as relações humanas muito amorosas. Ele disse ser parecido com Minas Gerais. Mineiro de Juiz de Fora,  espera conhecer o estado em algum momento.

“O que eu aprendi sobre a cultura goiana é que as pessoas são muito queridas. É um lugar onde as relações humanas têm mais espaço. Um pouco como Minas, talvez, mas com as suas características próprias. Acho que me identifiquei muito porque tem uma proximidade até com o sotaque. Apesar de ser um estado grande, eu não conheci Goiás. Eu adoraria ter ido. Gravei muito no estúdio, em externas aqui no Rio, mas não viajei pra lá. Ainda quero gravar lá, passar tempo em Goiás, conhecer as pessoas ‘in loco’. Deve ser muito interessante conhecer a cultura ao vivo mesmo, ir nos eventos, conhecer o que se faz lá no dia a dia”, diz.

A região, inclusive, chamou a atenção de David por causa de algumas características pontuais.

“Além das relações humanas, que eu acompanhei aqui nas histórias dos personagens, esse misto de cidade grande com o interior, que é o universo da novela, onde as pessoas têm uma visão de mundo humanista, mais ligada à natureza, me chamou a atenção. A música sertaneja, por exemplo, ao mesmo tempo que fala de amor, da vida, da natureza, tem um lado que sinto que é muito uma inocência, uma pureza. As emoções são muito fortes, não tem muita frescura, vai direto ao ponto nas relações, acho isso muito interessante”, diz.

Esse acompanhamento das histórias dos personagens, faz com que o ator sonhe em um final de novela bom não só para o cozinheiro, mas também para outros da trama.

“Que o final ideal seja com o Cláudio sendo muito feliz. Que possa se sentir útil para os patrões e talvez encontre um amor, como em toda novela; encontre alguém com quem ele seja feliz também. Eu torço para que todos os personagens sejam felizes, que fique no imaginário do espectador que valeu a pena seguir a história de cada um e que justiça foi feita contra todo o mal que os vilões causaram durante a novela. E que o Cláudio seja muito feliz, da maneira que for”, completa.

Experiência, diferenças e relação com a autora

‘Coração Acelerado’ deixa marcas na carreira de Alexandre David. Ele conta que leva como experiência a importância de estar sempre se aprimorando.

“Realmente na profissão de ator a gente não pode parar de estudar nunca. Cada novela é um caso, é um jeito, a gente tem que estar sempre atento, ligado no que está acontecendo na história, porque as cenas, por menor que seja a interação de cada personagem, ou que não esteja no foco principal, vão fazendo uma ligação, um arco, então é bom acompanhar a novela toda e estar atento a tudo que está acontecendo”, salienta.

Além disso, Alexandre leva como “aprendizado” a importância de estar sempre preparado para viver cada personagem.

“Eu tenho que estar sempre pronto, com boa energia, saudável, tenho que me cuidar durante sete, oito meses, porque eu vou me apresentar para o público, então preciso apresentar a melhor versão possível de mim mesmo, tanto para quem trabalha comigo, os atores, a direção, a técnica, quanto para o público, porque é uma relação muito íntima”, explica.

Mesmo assim, ele diz que essas experiências se complementam com tudo que já passou, pegando como parâmetro a primeira novela onde teve um personagem na Globo, há cerca de 20 anos atrás.

“O que eu desejo é que a minha essência nunca mude. Acho que tem uma criança em mim, essencial ao meu ver para qualquer ator. Tem que ter alegria, o “fogo”, o desejo de trabalhar, a curiosidade, o amor para contar uma história! Sinto que isso permanece. Mas tem a maturidade do homem, com certeza, as limitações também, se bem que esses papéis não são muito físicos, então não tem limitações enormes. Mas a diferença é que o tempo passou e hoje eu vejo a profissão com mais tranquilidade, com mais calma, e entendo melhor os percalços de toda produção. “Questões da rotina de qualquer trabalho normal a gente, com a idade, acaba entendendo melhor”, conta.

Entre as novelas ‘Cheias de Charme’ e ‘Coração Acelerado’, há um ponto em comum para ele: ambas foram idealizadas pela autora Izabel de Oliveira. Ele afirma ser uma “alegria ter uma autora que eu acompanho o crescimento também, desde que ela começou a escrever a primeira novela”, e espera que eles tenham “muitas parcerias ainda pela frente”.

“Espero que um dia ela vá fazer uma novela das 21h também, que explora temas mais densos, acho que ela tem o talento pra escrever sobre qualquer coisa. Só posso agradecer e desejar para ela muita felicidade, toda a sorte do mundo, que ela seja muito feliz fazendo o trabalho que faz tão bem, que é retratar o povo brasileiro com o amor e o carinho que eu sei que ela tem por esse país. Ela é muito amorosa, ela e a Maria Helena Nascimento, a co-autora, tiveram uma conexão muito boa. Espero que ainda trabalhem muito juntas e que me chamem, porque eu adoro fazer novelas”, ressalta.

Novela das 21h, inclusive, é um dos sonhos do ator para o futuro. Alexandre explica que almeja fazer um papel grande na dramaturgia e elogia os profissionais que fazem toda a trama acontecer.

“Na televisão os convites aparecem com personagens que a gente nem pensa, que a gente é pego de surpresa e aí é bacana fazer sem ser necessariamente o que a gente deseja, pois é divertido também ser pego de surpresa, ter que desenvolver, trabalhar e construir determinado personagem que nem teria passado pela sua cabeça. Mas agora eu adoraria realmente fazer um vilão com um leve toque  cômico numa novela das nove ou numa série. É muito legal fazer televisão porque é uma estrutura muito grande, tanto humana quanto técnica. Na TV Globo é possível trabalhar com profissionais de excelência, os melhores, é uma Seleção Brasileira mesmo”, finaliza.

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