O Dia das Mães de 2026 deve movimentar o comércio de Belo Horizonte com força, mas sob um consumidor mais estratégico, atento a preços e em busca de bons preços nas compras. É o que revela levantamento do Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, realizado entre os dias 20 e 27 de abril com 397 consumidores da capital mineira.
A pesquisa mostra que 72,5% dos belo-horizontinos pretendem presentear na data, consolidando o Dia das Mães como a segunda principal data do varejo. Ao mesmo tempo, o comportamento revela cautela: quase metade dos consumidores afirma que deve gastar o mesmo valor do ano passado, enquanto 35,8% pretendem reduzir os gastos. “O consumidor está mais criterioso. Ele quer manter a tradição da data, mas busca equilíbrio no orçamento. Isso faz com que preço e promoção tenham peso decisivo na escolha”, afirma a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins.
Entre os principais atrativos para a compra estão promoções (47,1%) e preços reduzidos (29,6%), enquanto os maiores freios ao consumo seguem claros: preços altos (45,2%), atendimento ruim (26,8%) e lojas cheias (17,2%). “O cenário reforça a importância de estratégias comerciais mais competitivas. O consumidor está disposto a comprar, mas exige vantagem percebida e uma experiência de compra eficiente”, destaca Gabriela Martins.
A pesquisa também aponta um comportamento concentrado: 63,9% dos consumidores devem deixar as compras para a semana do Dia das Mães, o que aumenta a pressão sobre o varejo nos dias que antecedem a data.
Roupas lideram a preferência (33,7%), seguidas por perfumes (18,5%) e calçados (17,5%). O tíquete médio estimado é de R$ 164,08, com maior concentração de gastos na faixa entre R$ 100 e R$ 200. “O valor médio indica um consumidor que busca presentes simbólicos, mas sem comprometer o orçamento. É uma compra com apelo emocional, mas guiada por limites financeiros claros”, explica a economista.
Os locais de compra reforçam a diversidade do varejo: lojas de shopping lideram com 32,6%, seguidas de estabelecimentos de bairro (29,9%) e do hipercentro (19,1%). No pagamento, o Pix aparece na frente (31,3%), seguido pelo cartão de crédito à vista (23,3%), sinalizando preferência por controle financeiro e menor endividamento.
Já na forma de celebrar, a data mantém o perfil afetivo e familiar. Quase metade dos consumidores (49,1%) pretende comemorar em casa, enquanto 34% devem se reunir com familiares. Para Gabriela Martins, o Dia das Mães de 2026 deve ser marcado por equilíbrio. “O consumidor não abre mão de celebrar, mas faz escolhas mais conscientes. Para o comércio, a oportunidade está em alinhar preço, atendimento e conveniência. Quem entender esse movimento tende a sair na frente”, conclui.


