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“Festival Mostra o Riso” leva arte circense e palhaçaria a 10 centros culturais de Belo Horizonte

A arte do riso, do encontro e da ocupação dos espaços públicos ganha protagonismo em Belo Horizonte com a primeira edição do “Festival Mostra o Riso”. Realizado pela Cia El Individuo, o projeto promove uma ampla circulação de espetáculos circenses, intervenções urbanas, oficinas e apresentações em espaços públicos, contemplando dez centros culturais da Fundação Municipal de Cultura ao longo dos meses de junho, julho e agosto.

Com uma programação gratuita e descentralizada, o festival nasce com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e fortalecer a formação de público em territórios que historicamente recebem menos ações artísticas. Ao todo, serão realizadas apresentações dos espetáculos “Grandes Roubadas” e “Cirko Miko”, montagens da Cia Teatro El Individuo, além de apresentações convidadas dos solos “O Show de Trapilho” e “Intermitente”, oficinas de formação e intervenções itinerantes de palhaçaria.

A proposta surge como uma forma de difusão dos espetáculos de grupos circenses que fazem parte do Movimento Mineiro de Circo. Escolhemos apresentar as ações em centros culturais que possuem menor oferta cultural para trabalhar a formação de público e democratizar o acesso aos bens culturais para comunidades de baixa renda“, explica Marcelo Castillo, artista e coordenador da Cia Teatro El Individuo.

Segundo ele, o festival acontece entre a segunda quinzena de junho e a primeira quinzena de agosto, concentrando grande parte de sua programação durante as férias escolares de julho. “Ao todo serão contemplados dez centros culturais da Prefeitura de Belo Horizonte, ampliando o acesso da população a diferentes linguagens do circo e da palhaçaria”, destaca.

Entre o solo e o coletivo

A programação artística reúne diferentes formatos e experiências cênicas. O espetáculo “Grandes Roubadas” apresenta a linguagem característica da palhaçaria em uma montagem solo de forte interação com o público. Já “Cirko Miko” aposta no encontro de artistas convidados e na diversidade de números circenses.

As principais diferenças entre os espetáculos estão justamente no formato. ‘Grandes Roubadas’ é um espetáculo solista, enquanto ‘Cirko Miko’ reúne quatro artistas em cena, criando uma experiência coletiva e de variedades circenses“, explica Castillo.

O diretor ressalta que a colaboração sempre foi uma marca da trajetória da companhia. “A Cia El Individuo tem como principal formação a troca de experiências. Por isso é muito importante dar retorno àqueles parceiros que contribuem continuamente para nossa formação artística”, afirma.

Essa rede de trocas se reflete também na participação dos convidados. Entre eles está o artista Thiago Nicácio, integrante de diversas criações da companhia e responsável pelo espetáculo “O Show de Trapilho”, desenvolvido pela Trapilho Produções. Também integra a programação o espetáculo “Intermitente”, do Coletivo Ilusório, parceiro histórico da El Individuo em projetos que marcaram a cena circense mineira.

O ‘Show de Trapilho’ é um caso emblemático porque Thiago participa de várias criações da companhia e, paralelamente, desenvolve seu próprio trabalho junto à Trapilho Produções. Já o Coletivo Ilusório é parceiro desde os primeiros anos da Cia El Individuo em Minas Gerais, com quem realizamos diversos projetos importantes ao longo da nossa trajetória“, conta Castillo.

O palhaço encontra o público

Um dos diferenciais do festival são as intervenções itinerantes, chamadas de “saídas de palhaço”. Nelas, os artistas deixam os espaços convencionais de apresentação para ocupar ruas, becos, vielas, feiras e comércios dos bairros atendidos.

Essas saídas permitem uma democratização ainda maior do acesso à cultura, porque os artistas vão ao encontro do público no cotidiano. O objetivo é criar momentos capazes de transformar o dia das pessoas. Os palhaços encontram o público na rua, no sacolão, na padaria, em situações inesperadas que despertam o riso e a convivência“, explica.

Além das saídas de palhaço, o festival promove diversas apresentações do “Circo do Minuto”, ação que leva números circenses para os semáforos de Belo Horizonte. A proposta transforma o tempo de espera no trânsito em uma experiência artística inesperada, aproximando o circo de públicos diversos e ampliando o alcance das ações do festival para além dos espaços culturais.

O projeto da Cia El Individuo investe, ainda, na formação de novos artistas. A programação do “Festival Mostra o Riso” inclui oficinas de iniciação ao circo e duas oficinas de palhaçaria feminina ministradas pela artista e pesquisadora Mariana Rabelo, referência nacional na área.

Nesta primeira edição vamos oferecer formação para artistas circenses por meio de duas oficinas de palhaçaria feminina, buscando despertar novas palhaças para a cena mineira. Mariana Rabelo desenvolve esse trabalho há cerca de quinze anos e traz uma bagagem muito significativa para compartilhar com as participantes“, destaca Castillo.

Ao unir formação, circulação artística e ocupação dos espaços públicos, o “Festival Mostra o Riso” reafirma o papel do circo como ferramenta de encontro, transformação social e construção de vínculos comunitários, levando arte e alegria a diferentes regiões da cidade.

Este projeto é realizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte (Modalidade IF, projeto número 2253/ 2023), com patrocínio do Grupo Orizonti.

Sobre a Cia El Individuo

Fundada em Belo Horizonte a partir da trajetória do artista argentino Marcelo Castillo, a Cia El Individuo desenvolve pesquisas cênicas baseadas nas linguagens do circo, da palhaçaria e da ocupação de espaços públicos. Ao longo de mais de duas décadas de atuação, a companhia consolidou uma trajetória marcada pela itinerância, pela troca de experiências e pela realização de espetáculos que combinam diferentes técnicas circenses, expressão corporal e dramaturgia física.

Atualmente, a companhia é formada por Marcelo Castillo, Thiago Nicácio e Maximiliano Barreiro Lema. Entre seus principais objetivos está a democratização do acesso à arte por meio da ocupação de praças, ruas e espaços comunitários, promovendo o encontro direto entre artistas e público.

SERVIÇO | “Festival Mostra o Riso”

Quando. Da segunda quinzena de junho à primeira quinzena de agosto

Onde. Dez centros culturais municipais de Belo Horizonte

Quanto. Atividades gratuitas

Mais. Acompanhe a programação no Instagram da Cia El Individuo

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