Evento de referência na arte contemporânea latino-americana, a 5ª edição da ArPa acontece de 27 a 31 de maio de 2026, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, reunindo galerias que atuam de forma decisiva na articulação da produção contemporânea no Brasil e no exterior.
Nesta edição, a Mitre Galeria, de Belo Horizonte, integra o Setor Principal e reafirma sua atuação entre a capital mineira e São Paulo, apostando na arte como um espaço de reflexão e de diálogo entre diferentes gerações e práticas.
Artistas mineiros na ArPa 2026
Ana Prata (Sete Lagoas, MG, 1980), apresentada no estande da Luisa Strina, desenvolve uma pesquisa pictórica que articula referências modernistas e elementos do cotidiano. Suas pinturas, que variam entre grandes e pequenos formatos, nascem da experimentação com a matéria e do fazer no ateliê, explorando dimensões íntimas e subjetivas. A artista constrói um vocabulário próprio ao revisitar gênero clássicos da história da arte, tensionando expectativas e abrindo espaço para novos significados. Com trajetória consolidada, participou da 33ª Bienal de São Paulo e realizou exposições em instituições e galerias no Brasil e no exterior, além de integrar importantes coleções públicas e privadas.
Luana Vitra (Contagem, MG, 1995), apresentada pela Mitre Galeria, desenvolve trabalhos que partem de uma relação direta com a matéria e com as paisagens marcadas pela mineração em Minas Gerais. Sua produção, que inclui objetos e instalações, investiga as dimensões físicas e simbólicas dos materiais, articulando questões poéticas, subjetivas e políticas.
Marcos Siqueira (Betim, MG, 1989), também no estande da Mitre Galeria, constrói uma pintura profundamente conectada ao território do Cerrado. Utilizando pigmentos coletados diretamente da natureza, o artista elabora composições que refletem sua relação com o meio ambiente, propondo uma visão sensível e crítica sobre a interação entre humanidade e natureza. Suas obras evocam tanto a introspecção quanto a dimensão coletiva, atravessando referências culturais e paisagísticas.
Farnese de Andrade (Araguari, MG, 1926 – Rio de Janeiro, RJ, 1996), apresentado no estande da Pinakotheke, é um dos nomes históricos presentes na feira. Com uma trajetória marcada pela experimentação com materiais diversos, o artista desenvolveu obras que combinam objetos encontrados, fotografias e resinas, criando composições de forte carga simbólica e poética. Sua produção ocupa um lugar singular na arte brasileira do século XX, articulando memória, corpo e matéria.


