Minas Gerais ganha uma nova homenagem musical no próximo dia 16 de julho de 2026, com o lançamento do single “Toada Mineira” em todas as plataformas digitais. A obra é um tributo à identidade cultural, às paisagens, à espiritualidade e ao povo mineiro, traduzindo em música a essência de um dos estados mais emblemáticos do Brasil.
Com uma sonoridade delicada e envolvente, a canção une a tradição da viola caipira à elegância do piano, criando uma atmosfera que remete às montanhas, às cidades históricas, aos sabores e às memórias afetivas que fazem parte do imaginário mineiro. O resultado é uma composição que emociona ao retratar, de forma poética, o modo de viver e sentir de Minas Gerais.
O lançamento de “Toada Mineira”, em 16 de julho de 2026, ocorre em uma das datas mais simbólicas do calendário mineiro: o Dia de Minas Gerais. A celebração remete à fundação de Mariana, em 1696, primeira vila e antiga capital do estado, reconhecida como marco inicial da formação histórica de Minas. Oficializada pela Lei nº 561 de 1979, a data homenageia a trajetória cultural, social e identitária do estado, reunindo memória e pertencimento em torno de suas origens. Nesse cenário, o single surge como uma homenagem que ecoa esse imaginário coletivo, traduzindo em música a essência mineira em suas paisagens, afetos e permanências.
A interpretação de “Toada Mineira” reúne artistas que equilibram técnica, sensibilidade e profundo respeito pelas raízes culturais brasileiras. Karina Souza empresta sua identidade vocal marcante à obra, enquanto Ricardo Petracca assume os vocais, a viola caipira, o baixo elétrico e a produção musical. Já Marcos Souza conduz as harmonias ao piano, contribuindo para a construção da atmosfera lírica que caracteriza a faixa.
Assinada pelos compositores Ricardo Petracca e Marcos Souza, a música apresenta um verdadeiro percurso geográfico e emocional por Minas Gerais. Os versos percorrem cidades históricas como São João del-Rei e Tiradentes, além de referências a localidades como Juvelínia e Camanducaia, evocando imagens do café coado, das tardes tranquilas, das montanhas e das igrejas que marcam a paisagem mineira.
Os artistas que dão vida à canção possuem trajetórias consolidadas na música brasileira. Marcos Souza é compositor, pianista, produtor cultural e especialista em trilhas sonoras para cinema e audiovisual, com participação em mais de 30 filmes e séries. Diretor executivo do Festival Musimagem Brasil e presidente da Musimagem Brasil, acumula experiência em importantes instituições culturais do país, como Funarte, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e Orquestra Petrobras.
A intérprete Karina Souza destaca-se pela forte presença cênica e pela atuação na interseção entre música, teatro e performance. Com trabalhos autorais lançados e apresentações em importantes palcos brasileiros, como Sesc Pompeia, Sesc Ipiranga e Sesc Palladium, a artista vem construindo uma trajetória marcada pela expressividade vocal e profundidade interpretativa.
Já Ricardo Petracca é compositor, arranjador, instrumentista, pesquisador e professor universitário. Doutor pela UNIRIO e autor de obras de referência sobre composição musical, atua na pesquisa e criação musical unindo tradição, inovação e diálogo entre diferentes culturas. Como artista, transita entre a música erudita e popular, destacando-se também por trabalhos realizados ao lado da Orquestra Ouro Preto e diversos projetos autorais.
Filhos do compositor mineiro Chico Mário e sobrinhos de Henfil e Betinho, os artistas Marcos e Karina Souza carregam uma herança cultural e humanista profundamente ligada à história de Minas Gerais e do Brasil.
Já Ricardo Petracca neto do mineiro Ezequiel Mendonça é uma das figuras lembradas na construção simbólica da canção, com trajetória marcada por sua atuação em diferentes contextos e pelo reconhecimento público em localidades onde viveu. Seu legado permanece registrado inclusive na toponímia urbana, com uma rua em Bauru (SP) que leva seu nome, evidenciando a relevância de sua passagem e contribuição. A referência se conecta ao verso “Ê Minas, vê se espalhas o ouro que é tua gente”, reforçando a ideia central da obra de que o verdadeiro patrimônio mineiro está nas pessoas e em suas histórias.
Mais do que uma celebração territorial, a canção propõe uma reflexão sobre os valores que constituem a verdadeira riqueza do estado. Em contraponto ao ouro que marcou a história colonial mineira, a letra destaca a generosidade, a hospitalidade e a humanidade de seu povo. A mensagem ganha força nos versos finais: “Ê Minas vê se espalhas / O ouro que é tua gente”, sintetizando a essência da obra.
Para os artistas, “Toada Mineira” representa uma manifestação de amor à cultura mineira e uma forma de preservar, por meio da música, tradições, memórias e sentimentos que atravessam gerações.



