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NR-01: Hospital Evangélico de BH amplia programa de saúde ocupacional para os colaboradores

O Hospital Evangélico de Belo Horizonte lança, em setembro, a nova versão do Programa Viver Bem, que trabalha o conceito de boa qualidade de vida para os colaboradores da instituição filantrópica, desde 2025. A iniciativa atende a uma exigência da nova Norma Regulamentadora Nº1 (Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), que incluiu os fatores de risco psicossociais no escopo do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das organizações brasileiras a partir de maio.

A novidade vem acompanhada de bons resultados. No comparativo entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período deste ano, houve uma redução de 18% nos dias não trabalhados em função de problemas como depressão, ansiedades, Burnout e outros.

No novo formato, o Programa ganhou novo reforço com a entrada de uma psicóloga do Trabalho na equipe de trabalho já composta por médica, enfermeira e técnica de enfermagem do Trabalho. Além de conduzir o processo de mapeamento dos fatores de risco psicossociais de cada área da instituição, com a contribuição de 80% dos colaboradores que responderam ao questionário enviado pelo setor de SST pela intranet, a profissional também faz o acompanhamento dos casos considerados mais críticos”, comenta a enfermeira do Trabalho, Laura Antunes Matias.

Viver Bem também terá uma nova logomarca e uma cartilha que será entregue a todos os colaboradores, com informações sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida e sobre temas que devem ser observados no dia a dia de trabalho, como a questão das pausas obrigatórias durante a jornada e a realização dos exames periódicos, entre outros. A publicação trata, ainda, do acesso ao atendimento psicológico nas unidades do Hospital Evangélico de BH.

Acolhimento

O Programa Viver Bem acontece em todas as seis unidades de atendimento do Hospital Evangélico de Belo Horizonte, na capital e em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) com a oferta de acolhimento para os colaboradores que, com ou sem diagnóstico prévio, vivenciam crises causadas por problemas psicossociais.

“Nosso objetivo é oferecer um atendimento especializado que nos possibilite agregar valor à vida e à saúde física e mental dos colaboradores, seja com o acompanhamento psicológico gratuito especializado ou mesmo com o acesso a um tratamento médico específico, quando necessário”, destaca.

Educação

Como o Hospital Evangélico de Belo Horizonte também desenvolve projetos na área de pesquisa e formação profissional, como os 11 Programas de Residência Médica ativos, o Programa Viver Bem abriu espaço para que alunos do 9º ano dos cursos de Psicologia da Faculdade Fumec e Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) possam fazer o acolhimento inicial dos colaboradores que procuram o serviço.

Segundo a enfermeira do Trabalho, a demanda pelo atendimento psicológico tem aumentado e, em alguns casos, envolve assessoria jurídica e o Serviço Social da instituição para um suporte mais efetivo.

Casos críticos

O Programa Viver Bem tem uma atuação ampla, o que possibilita detectar os casos. Quando o colaborador apresenta relatório e/ou avaliação periódicos que apontam a existência de um problema de saúde recorrente, é feito o encaminhamento para o médico do trabalho e, posteriormente para o acolhimento psicológico. Fica a cargo do funcionário dar seguimento ao processo.

Conforme a médica do Trabalho, Letícia Peres de Barros, a área de SST também promove treinamentos de liderança com gerentes e coordenadores de área, para o manejo de crises, até que o atendimento especializado chegue ao local. “Orientamos os gestores de área a observarem o estado de saúde dos colaboradores e principalmente mudanças de comportamentos que possam indicar algum tipo de sofrimento mental”, enfatiza.

Essa capacitação também envolve a alta gestão que é orientada a adotar a linguagem não violenta com os colaboradores e a fazer o manejo de conflitos interpessoais. “Todas as pessoas têm problemas pessoais e familiares que, de alguma forma, repercutem no ambiente laboral e nós entendemos que esse tipo de situação deve ser acompanhada com atenção por todos, para que tenhamos sempre um bom resultado”, conclui a médica.

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