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Rita von Hunty debate gênero, sexualidade e poder a partir de Formas de narrar um corpo no Sempre Um Papo TCE Cultural

Como parte da programação que celebra os 40 anos do projeto, o Sempre Um Papo TCE Cultural recebe, no dia 8 de setembro, terça-feira, às 19h, a crítica cultural, educadora popular e colunista Rita von Hunty para o debate e o lançamento do livro “Formas de narrar um corpo”, publicado pela Editora Planeta. O encontro acontece no Auditório do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), em Belo Horizonte, e propõe uma reflexão sobre gênero, sexualidade, linguagem e as estruturas de poder que moldam os corpos e suas representações na vida social. A entrada é gratuita, por ordem de chegada, condicionada à ocupação do espaço.

O Sempre Um Papo tem o patrocínio da Copasa e do Itaú, via Lei Rouanet, e é realizado em conjunto com o TCEMG e o TCE Cultural. Após o debate, haverá sessão de autógrafos.

Realizado em parceria entre o Sempre Um Papo e o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), o Sempre Um Papo TCE Cultural promove encontros mensais com alguns dos principais nomes da literatura, do jornalismo, da ciência, da cultura e do pensamento brasileiro. A iniciativa reafirma o compromisso do TCEMG com a formação cidadã, a valorização do conhecimento e a ampliação do diálogo entre as instituições públicas e a sociedade.

Sobre a autora

Rita von Hunty é crítica cultural, educadora popular e colunista, com atuação no Brasil e no exterior. Já ministrou aulas magnas em universidades como USP, UnB e Unirio e colaborou em mais de 25 livros. Em 2026, lançou Formas de Narrar um Corpo, pela Editora Planeta. Em 2025, dois livros com sua participação foram finalista e semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico. Também foi responsável, em 2023, pela conferência de reabertura do curso de formação em Direitos Humanos do Ministério da Cidadania e Direitos Humanos.

Sobre Formas de narrar um corpo

Em Formas de narrar um corpo, Rita von Hunty parte da ideia de que os corpos nunca são apenas biológicos ou individuais: eles também são construídos por discursos, normas, valores e relações de poder. A partir dessa perspectiva, o livro investiga como gênero e sexualidade são narrados socialmente e como essas narrativas determinam quais experiências são reconhecidas, quais vozes ganham legitimidade e quais existências seguem sendo empurradas para a margem.

Dessa maneira, a autora transforma questões muitas vezes restritas ao ambiente acadêmico em debate público. O ensaio propõe ao leitor uma travessia por temas como representação, identidade, desejo, violência simbólica e pertencimento, examinando os mecanismos que organizam a vida social e produzem hierarquias entre corpos, falas e modos de existir. 

O resultado é um livro que convida à reflexão sobre as formas de narrar a si, ao outro e ao mundo — e sobre as disputas de poder que atravessam esse gesto.

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