O volume de serviços em Minas Gerais registrou desaceleração de -0,8% no mês de dezembro na comparação com novembro quando houve alta de 1,1%. As informações estão na análise do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, realizada com base nos dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Os serviços tiveram queda de -0,4% no país em dezembro; em novembro, o volume de serviços também mostrava taxa negativa de -0,1% no mês.
A análise mostra que, na comparação anual, dezembro de 2025 frente a dezembro de 2024, o volume de serviços registrou queda de -0,5% no estado. Em igual período doa no passado, houve registro de alta de 4,3%. A média nacional, em dezembro de 2025 frente a dezembro de 2024 chegou a 3,4%, superando a taxa de crescimento para igual período de 2024 que foi de 2,8%.
Já no acumulado do ano, janeiro a dezembro de 2025, o volume de serviços foi a 0,2% no estado, menos intenso do que no mesmo período do ano passado, quando teve elevação de 2,20%. O acumulado do ano para o cenário nacional mostra aceleração de 2,8% em dezembro último ante alta de 3,1% em igual período de 2024. A economista Fernanda Gonçalves da Fecomércio MG, explica que, o setor de serviços apresentou desaceleração ao longo de 2025, com crescimento modesto em Minas Gerais, de 0,2%, abaixo da média nacional.
O resultado foi impactado principalmente pela retração das atividades de transportes, segmento de maior peso na estrutura estadual, enquanto o avanço em serviços de informação e comunicação não foi suficiente para compensar as perdas. No Brasil, o crescimento acumulado de 2,8%, com maior sustentação das atividades ligadas à informação e comunicação. Assim, o desempenho mineiro evidencia desafios estruturais decorrentes das altas taxas de juros, que ampliaram as dificuldades enfrentadas pelas atividades econômicas e restringiram o ritmo de crescimento do setor,” conclui Gonçalves.
No consolidado de 12 meses em Minas Gerais, o destaque ficou com o setor de “serviços de Informação e Comunicação” que cresceu 3,0% e tem peso 23,0% do total do indicador. Por outro lado, “transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios”, correspondendo a cerca de 40,0% do total do indicador, registra desaceleração de -0,1% no período de 12 meses no estado.
No cenário nacional, o destaque foi para “serviços de informação e comunicação”, com alta de 5,5% em 12 meses. Já “outros serviços” registraram desaceleração de -0,5%.



