Belo Horizonte recebe, entre os dias 6 e 8 de agosto de 2026, a 35ª edição da Expocachaça, considerada a maior vitrine mundial da cadeia produtiva e de valor da cachaça.
Realizado desde 1998, o evento chega a mais uma edição no CenterMinas Expo, reunindo cerca de 250 expositores de 18 estados brasileiros, aproximadamente 2 mil marcas de produtos, insumos e equipamentos, e um público estimado em 25 mil pessoas ao longo dos três dias.
A 35ª Expocachaça acontece simultaneamente à 19ª Brasil Bier e à 4ª Minas + Doce, ampliando a conexão entre cachaça, cervejas especiais, doçaria, gastronomia, economia criativa e entretenimento. Mais do que reunir três eventos em um mesmo espaço, a proposta reforça a cachaça como eixo cultural e econômico capaz de ancorar outros produtos associados à identidade mineira e brasileira.
O evento é promovido pelo Centro Brasileiro de Referência da Cachaça e pela Brasil Spirits Eventos e conta com o incentivo da CEMIG por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.
A previsão da organização é que a feira movimente R$ 30 milhões durante e após o evento, considerando negócios gerados, circulação de visitantes, vendas, turismo, gastronomia, serviços e desdobramentos comerciais da cadeia produtiva.
Criada em Belo Horizonte, a Expocachaça teve papel relevante na valorização da cachaça de alambique, contribuindo para reposicionar a bebida símbolo do Brasil como produto de qualidade, identidade cultural, potencial gastronômico e relevância econômica.
Em 2026, o evento mantém seu formato híbrido, combinando feira de negócios B2B e festival aberto ao público, B2C, com estandes, degustações, rodadas de negócios, concursos técnicos, lançamentos, experiências gastronômicas e programação cultural.
“Mais uma vez reforçamos nossa missão de promover a cachaça de alambique, agregando valor ao produto e fomentando negócios em todo o ecossistema. Aqui a cachaça sempre foi protagonista“, afirma José Lúcio Mendes, idealizador da Expocachaça. “Esta trajetória que iniciamos há 27 anos com a cachaça de alambique é a mesma que realizamos há 18 anos com a cerveja artesanal e agora com a doçaria mineira. Essas iniciativas fortalecem um movimento de valorização dos nossos patrimônios históricos, culturais e gastronômicos“, completa.
Na visão da organização, a Expocachaça se consolidou como um hub de eventos ligados à cultura produtiva, à economia criativa, aos negócios e ao entretenimento. A cachaça de alambique ocupa o lugar de produto âncora, não apenas por sua relevância histórica e econômica, mas por sua capacidade de dialogar com outros universos de consumo e experiência. É a partir dela que a Brasil Bier e a Minas + Doce ganham contexto dentro de uma narrativa mais ampla de valorização de produtos brasileiros, especialmente mineiros, que carregam saberes produtivos, tradição familiar, inovação, território e potencial de mercado.
A edição de 2026 também será marcada pela leitura de tendências do setor. Entre os temas que devem aparecer nos estandes e nas conversas de mercado estão bebidas mistas, RTDs, drinks prontos para beber, novos formatos de consumo, valorização de marcas premiadas, turismo de experiência, sucessão familiar nos alambiques, presença feminina na cadeia produtiva, internacionalização, indicação geográfica, qualidade laboratorial e impactos da reforma tributária para produtores.
A força do evento dialoga com o protagonismo de Minas Gerais no setor. Segundo o Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil contava, no ano-base 2024, com 1.266 estabelecimentos elaboradores de cachaça registrados. Minas Gerais lidera o ranking nacional, com 501 estabelecimentos, o equivalente a 39,6% do total brasileiro. O estado também concentra 2.492 produtos registrados, 34,5% dos rótulos de cachaça do país.
Para José Lúcio Mendes, esse contexto reforça a responsabilidade da Expocachaça como ponto de encontro da cadeia produtiva. “A feira nasceu para abrir mercado, educar o consumidor, aproximar produtores e fortalecer a reputação da cachaça. Ao longo dos anos, vimos a bebida deixar para trás preconceitos históricos e conquistar espaço como destilado brasileiro de qualidade, com diversidade, técnica e identidade“, afirma.
Minas + Doce
A Minas + Doce, que nasceu dentro da Expocachaça, ganha mais uma edição como plataforma de visibilidade para a produção doceira de Minas Gerais, aproximando produtores, chefs, confeiteiros, empreendedores e consumidores em torno de saberes tradicionais e novas possibilidades de harmonização.
Em sua 4ª edição, o evento ocupa um espaço mais estruturado, com cerca de 30 estandes dedicados à doçaria. Além da exposição e comercialização dos produtos, a Minas + Doce investe em vivência e conhecimento gastronômico por meio da Cozinha Viva Minas + Doce, espaço que reúne nomes da confeitaria e da gastronomia mineira em uma série de aulas-show que valorizam sabores, tradições e criatividade da doçaria artesanal.
Ao longo dos três dias de evento, o público poderá acompanhar demonstrações ao vivo com Renata Sancoel, na quinta-feira, 6 de agosto, às 15h; Kelma Gual, na quinta-feira, 6 de agosto, às 17h; Pablo Figueiredo, na sexta-feira, 7 de agosto, às 15h; Randher Dornelles, na sexta-feira, 7 de agosto, às 17h; Márcio Brito, no sábado, 8 de agosto, às 15h; e Mari Mussi, no sábado, 8 de agosto, às 17h.
A programação reforça a proposta do espaço de destacar a riqueza da confeitaria mineira, promover a troca de conhecimentos entre profissionais e apaixonados pela gastronomia e evidenciar a harmonização entre doces e cachaças de alambique, celebrando a identidade e os sabores de Minas Gerais.
“Começamos com apenas 12 estandes, dentro da Expocachaça, de forma experimental. Mas a parceria entre a doçaria e a cachaça deu muito certo e o projeto cresceu. Estamos unindo produtores, chefs, jornalistas, comerciantes e empreendedores em um só espaço, celebrando o que Minas tem de melhor“, afirma José Lúcio Mendes.
Programação musical
Durante os três dias de evento, o público poderá conhecer produtores de diferentes regiões do Brasil, participar de degustações, acompanhar lançamentos, acessar experiências gastronômicas e circular por espaços dedicados à cachaça, cervejas especiais e doces mineiros. A programação será realizada diariamente das 12h à meia-noite.
Os shows acontecem no palco principal do CenterMinas Expo, em Belo Horizonte, reunindo bandas que homenageiam grandes nomes do rock internacional, clássicos do pop rock e da música sertaneja, tornando a visita ao evento uma experiência ainda mais completa.
Na quinta-feira, 6 de agosto, a programação musical começa às 18h com a Rádio Slave Rock, preparando o clima para uma noite dedicada aos clássicos do rock. Às 19h, a Banda Creedence Cover apresenta os maiores sucessos do Creedence Clearwater Revival. Encerrando a noite, às 21h30, a Lurex – Queen Tribute sobe ao palco com um espetáculo que homenageia Freddie Mercury e o Queen, recriando grandes clássicos da banda britânica.
Na sexta-feira, 7 de agosto, a música começa às 18h com a Rádio Viola Viva. Às 19h, a Banda Putz Grilla leva ao público um repertório repleto de sucessos do pop rock nacional e internacional, além de grandes hits que marcaram os anos 1990. Na sequência, às 21h30, o trio sertanejo Ceis Bebe, Nóis Canta apresenta um show que reúne músicas autorais e clássicos da música sertaneja.
O sábado, 8 de agosto, reserva uma programação ainda mais intensa. A partir das 17h30, o Artéria Trio abre a programação musical. Às 19h, a Banda Chevette Hatch promete animar o público com clássicos do pop e do rock nacional e internacional. Para encerrar a programação da Expocachaça 2026, às 21h30, a Banda RockNights sobe ao palco com um show repleto de sucessos que marcaram gerações.
Lançamento da 5ª edição de obra referência sobre a produção de cachaça
A programação da 35ª Expocachaça também será marcada pelo lançamento da 5ª edição do livro “Produção de Aguardente de Cana”, organizado pela professora Maria das Graças Cardoso, uma das referências brasileiras em pesquisa sobre cachaça de alambique.
Publicada pela Editora UFLA, a obra é considerada um dos importantes manuais técnicos do setor, reunindo conhecimentos atualizados sobre as etapas da produção, desde o cultivo da cana-de-açúcar até a destilação, o controle de qualidade, o envelhecimento, a legislação e as tendências de mercado.



