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Grupo mineiro Artilharia Cênica participa do maior projeto de circulação de artes cênicas do país

O grupo mineiro Artilharia Cênica estará na 28ª edição do Palco Giratório, maior projeto de circulação de artes cênicas do país. O espetáculo será o HA!, uma criação que mergulha no universo da infância contemporânea e suas complexas relações com o mundo digital. A primeira apresentação do grupo no Palco Giratório 2026, iniciativa promovida pelo Sesc, acontece no dia 22 de maio, em Porto Alegre.

A montagem articula teatro de bonecos e formas de animação para abordar temas como família, tecnologia e o impacto das telas no cotidiano das crianças. Na narrativa, uma criança que passa as madrugadas imersa no celular enfrenta as consequências do cansaço extremo: tomada por um sono profundo, é conduzida por enigmáticos seres de areia a uma jornada delirante por labirintos povoados por olhos e máquinas humanas.

Com forte apelo visual e simbólico, HA! propõe uma reflexão sensível sobre os limites entre o real e o virtual, o brincar e o consumir, convidando o público de diferentes idades a repensar os hábitos digitais e seus efeitos no desenvolvimento infantil. A participação do grupo no circuito reforça a diversidade estética e temática do Palco Giratório, consolidando o projeto como um importante espaço de circulação e intercâmbio das artes cênicas no país.

O Artilharia Cênica é um dos 16 grupos que participam da 28ª edição do Palco Giratório. Os espetáculos vão circular por 113 cidades de todas as regiões do país. Serão 381 apresentações e 164 ações formativas até dezembro.

Lançamento nacional do Palco Giratório conta com espetáculos e encontros sobre criação nas artes cênicas

A mostra de lançamento do 28º Palco Giratório acontece entre os dias 14 e 17 de abril, em Porto Alegre, com uma série de encontros dedicados à reflexão sobre a criação nas artes cênicas. Um dos pontos altos será o 7º Seminário Palco Giratório, realizado nos dias 15 e 16, na Zona Cultural, com atividades presenciais e online.

O seminário inclui a aula inaugural Dançar o tempo: encruzilhadas e espirais’, com Leda Maria Martins (MG). Ela é poeta, ensaísta e dramaturga e uma referência nos estudos sobre performance e artes cênicas. A programação traz ainda diálogos com Paloma Carpio, artista cênica peruana, pesquisadora e gestora cultural ligada à criação coletiva e à cultura comunitária, além de Francis Wilker (DF), diretor teatral, pesquisador e professor.

A mostra reúne também espetáculos de grupos e artistas do Rio Grande do Sul e de outros estados, com apresentações de teatro, dança e performance em diferentes espaços da cidade.

Para assistir em família

Nesta edição, 12 espetáculos têm classificação livre e são um convite à diversão em família. Obras como Frankinho – uma história em pedacinhos do Coletivo Gompa (RS) e Dandara na Terra dos Palmares (Arte Sintonia Companhia de Teatro/BA), abordam temas essenciais do cotidiano, como amizade, bullying, ancestralidade e o enfrentamento do racismo. Inspirado na obra Frankenstein, o espetáculo do coletivo gaúcho aproxima arte e ciência para estimular a criatividade do público. Já o trabalho da companhia de teatro baiana narra a trajetória de uma menina que sofre racismo na escola e encontra forças para enfrentar a experiência dolorosa ao se reconectar com sua origem e identidade.

O impacto das telas na relação entre as crianças e as famílias, tema extremamente atual, estará em cena com o espetáculo HA! (Grupo Artilharia Cênica/MG). Já Caixa Ninho, do grupo de Santa Catarina, utiliza as caixas de papelão para retratar sentimentos como cuidado e afeto.

As montagens também trazem para a cena as relações familiares e os desafios contemporâneos, por meio de uma linguagem acessível e sensível. Entre os temas abordados estão a depressão, retratada no espetáculo No Coração da Lua (Grupo Estação de Teatro/RN); o Alzheimer, que é tema de A Maçã (William Seven/SP); e o Autismo, em Memórias em Maranhês: a casa (Grupo Cena Aberta/MA).

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