A Rede Mater Dei publica neste Outubro Rosa a segunda edição da Elas por Elas, com o mote “Sempre é tempo de recomeçar”. Para quem está chegando à menopausa, a revista deixa claro que as mudanças da fase não são motivo para descuidar das mamas. Cerca de quatro em cada cinco casos de câncer de mama ocorrem depois dos 50 anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), faixa que costuma coincidir com a menopausa.
A reportagem “Uma ginecologia para cada fase” lembra que a queda do estrogênio não fica restrita ao útero e aos ovários. Ela repercute no sistema cardiovascular, na densidade óssea, na pele e no metabolismo, e chega muitas vezes acompanhada de ondas de calor, sono irregular e oscilações de humor. Com tanta coisa mudando ao mesmo tempo, um sinal nas mamas pode facilmente ser confundido com mais um efeito dessa fase.
A menopausa, por si só, não causa câncer de mama. O risco aumenta com a idade e com o tempo de exposição do organismo aos hormônios ao longo da vida. Entre os fatores de risco, o INCA inclui a menopausa depois dos 55 anos e a reposição hormonal pós-menopausa, principalmente quando dura mais de cinco anos. A mesma reportagem ressalta que a decisão sobre a terapia hormonal exige avaliação individual, considerando o histórico clínico e os fatores de risco de cada mulher.
Com a queda hormonal, as mamas perdem tecido glandular e mudam de volume e consistência. São mudanças esperadas. Já um nódulo na mama ou na axila, a retração da pele ou do mamilo, a saída espontânea de secreção pelo mamilo (sobretudo com sangue) e alterações na pele, como vermelhidão, espessamento ou aspecto de casca de laranja, precisam ser investigados.
“Minha orientação é que qualquer alteração nova ou persistente nas mamas seja avaliada por um médico, independentemente da idade ou da data da última mamografia. Não é preciso esperar que a mudança provoque dor ou outros incômodos para buscar atendimento”, afirma a Dra. Anna Dias Salvador, ginecologista e coordenadora do Serviço de Mastologia da Rede Mater Dei.

A mamografia não para na menopausa
No artigo que assina em Elas por Elas, a Dra. Anna explica que a mamografia periódica identifica lesões iniciais muitas vezes antes de qualquer sintoma, o que aumenta as chances de cura e permite tratamentos menos invasivos. A ausência de dor ou de um nódulo palpável, portanto, não descarta a doença.
Entrar na menopausa também não é motivo para interromper o rastreamento. Para mulheres com risco habitual de câncer de mama, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia anual dos 40 aos 74 anos, mesmo sem sintomas ou alterações nas mamas. A partir dos 75, a indicação passa a ser individual e considera a expectativa de vida, as condições clínicas e o benefício esperado do exame.
“O rastreamento deve ser individualizado conforme a idade, os fatores de risco e o histórico familiar, sempre com orientação médica especializada. Mulheres com alterações genéticas ligadas a maior risco podem precisar de acompanhamento específico e exames complementares”, orienta a médica.
Peso e exercício também contam
A revista dedica uma reportagem ao metabolismo feminino e mostra que, na menopausa, a queda do estrogênio favorece o acúmulo de gordura na região abdominal e a perda de massa muscular. Dietas e treinos que funcionavam antes deixam de dar o mesmo resultado. Isso também afeta as mamas: como os ovários produzem menos hormônio, o tecido adiposo passa a ser uma fonte importante de estrogênio, que pode estimular o crescimento de alguns tumores.
Um documento do INCA, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e da Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde aponta que, na pós-menopausa, níveis mais altos de atividade física estão associados a um risco 12% menor de câncer de mama, em comparação com níveis mais baixos. A recomendação é de pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada ou 75 de atividade vigorosa. Com peso controlado, alimentação equilibrada e menos álcool, a prática regular ajuda a reduzir o risco.
Além da saúde das mamas, a Elas por Elas trata de fertilidade, contracepção, dor pélvica, saúde cardiovascular e mitos sobre o corpo feminino. O “Mapa do cuidado”, no fim da edição, mostra onde a Rede Mater Dei oferece mastologia em Minas Gerais, Bahia e Goiás. Em Belo Horizonte, o Serviço de Mastologia funciona desde 1986 e oferece mamografia 3D (tomossíntese), ressonância magnética de 3 Teslas e pronto-socorro oncológico no Mater Dei Contorno. Os mamógrafos das unidades Mater Dei Contorno, Mater Dei Santo Agostinho e Mater Dei Betim-Contagem são certificados pelo INCA. Clique aqui e leia a revista.


