As mudanças na tributação das compras internacionais de baixo valor voltaram a pressionar o varejo de moda brasileiro, segundo estudo da Fecomércio MG. Em Minas Gerais, o segmento de tecidos, vestuário e calçados registrou retração de 4,4% acumulada em 12 meses até junho de 2026.
O levantamento aponta que a flexibilização das regras tributárias coincidiu com um crescimento de 47,4% no valor das remessas internacionais nos sete primeiros meses de 2026, ampliando a concorrência com empresas instaladas no país.
A pesquisa, no entanto, ressalta que não é possível atribuir exclusivamente às mudanças tributárias a retração do setor, já que fatores como renda das famílias, crédito, câmbio e endividamento também influenciam o desempenho do varejo. Ainda assim, os dados indicam que as alterações na tributação podem afetar a competitividade das empresas nacionais e, consequentemente, investimentos e geração de empregos.
Em Minas Gerais, a discussão ganha ainda mais relevância: a cadeia da moda reúne cerca de 67 mil empresas formais e aproximadamente 80 mil empregos diretos em diferentes regiões do estado


