Armandinho Macêdo celebra 60 anos de carreira no Distrital
No próximo domingo, 9 de março, o Distrital em BH recebe um dos maiores ícones da música carnavalesca brasileira: Armandinho Macêdo, referência da guitarra baiana e do frevo elétrico. Ele sobe ao palco para um show especial em comemoração aos 60 anos de carreira e aos 75 anos do Trio Elétrico com Dodô e Osmar.
No show, o público poderá reviver grandes sucessos que marcaram a história do Carnaval, em uma apresentação que mistura inovação e respeito à tradição. O evento faz parte da programação especial de pós-Carnaval do Distrital, que busca resgatar e valorizar diferentes vertentes da música carnavalesca, trazendo para Belo Horizonte uma experiência única.
História
Em 1964, com apenas 10 anos de idade, Armandinho Macêdo começou sua carreira. Filho de Osmar, inventor do trio elétrico junto a Dodô, puxou um trio mirim que o pai fez especialmente para ele. Com 15 anos, no programa “A Grande Chance”, de Flávio Cavalcanti na TV Tupi, venceu o concurso de calouros na Bahia e ficou em segundo lugar na edição nacional, realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
No final dos anos 70, montou o grupo “A Cor do Som”, um dos primeiros a unir a música regional ao rock no Brasil. Com este projeto, que durou cinco anos, gravou cinco discos e se apresentou em locais como Europa, EUA e no Festival de Montreux, na Suíça
O Trio Armandinho, Dodô & Osmar
Em 1974, lançaram o primeiro LP, “Jubileu de Prata”, que inaugurou a participação do músico Armandinho, filho de Osmar, e Moraes Moreira, que foi o primeiro cantor do trio elétrico. O frevo “Atrás do Trio Elétrico”, que Caetano Veloso gravou antes de partir para o exílio em Londres, explodiu no Brasil, abrindo portas para a consolidação e transformação do carnaval de Salvador em uma gigantesca festa popular.
Ao longo dos anos, a banda construiu essa “Música Popular Trieletrizada”, levando a percussão e a bateria para cima do trio, o baixo de cinco cordas, o diálogo das guitarras baianas e a voz para o desfile, com Moraes Moreira. “Dodô e Osmar nos ensinaram a inventar, em música e sonoridade. Nós seguimos tocando o mundo em cima do trio”, destaca Armandinho.
O legado do Trio Armandinho, Dodô & Osmar transcende o carnaval de Salvador: eles moldaram a sonoridade “trieletrizada” e deixaram uma marca indelével na música baiana, influenciando gerações e levando seu som único para os palcos de todo o mundo, contribuindo assim para o desenvolvimento de uma escola que permitiu muitos artistas da Bahia, como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Carlinhos Brown, estarem tocando no mundo.