O reajuste do salário-mínimo para 2026, fixado em R$ 1.621,00, representa um ganho para milhões de trabalhadores brasileiros e impacta diretamente quem atua como microempreendedor(a) individual (MEIs). Isso porque o valor do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) é calculado com base no piso salarial vigente e passa por atualização anual.
A partir de fevereiro de 2026 o valor do boleto DAS, referente ao mês de janeiro, passa a ser de R$ 82,05 para o setor de Comércio e Indústria; R$ 86,05 para Serviços; e R$ 87,05 para Comércio e Serviços. No caso de quem atua como MEI Caminhoneiro, o valor varia entre R$ 195,52 e R$ 200,52, a depender do tipo de produto transportado e local do destino.
Com essa mudança é fundamental que quem é MEI se organize financeiramente para evitar imprevistos. Embora o aumento mensal possa parecer pequeno, ele pode pesar no orçamento de quem atua em segmentos com margens de lucro mais reduzidas. Para ajudar nesse planejamento, o Sebrae Minas preparou algumas orientações importantes:
- Planejamento financeiro: realize um planejamento financeiro adequado, que envolva ajustar os custos operacionais e preparar as finanças para acomodar as alterações nos valores dos tributos;
- Precificação: reavalie o cálculo dos preços de produtos ou serviços. Pequenos ajustes podem preservar a rentabilidade do negócio;
- Reserva financeira: manter uma reserva ajuda a enfrentar reajustes, sazonalidades e despesas inesperadas;
- Prazos: o pagamento do DAS-MEI é mensal e o atraso pode gerar multas e juros, além de perdas de benefícios previdenciários. Planeje-se para quitar a guia dentro do prazo;
- Orientação especializada: busque apoio de instituições ou profissionais especializados em empreendedorismo para ajudar a identificar alternativas e a se organizar para os custos adicionais.
Composição do DAS-MEI
O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) é composto por três valores fixos: contribuição previdenciária (INSS), que corresponde a 5% do salário-mínimo vigente; ISS, com valor fixo de R$ 5, aplicado aos prestadores de serviços; e ICMS, que conta com acréscimo de R$ 1 para quem atua no comércio, na indústria ou no transporte intermunicipal e interestadual. No caso de quem atua como MEI Caminhoneiro há uma diferença no percentual de INSS, que passa a ser de 12% do salário-mínimo.
A maior parcela da guia é a contribuição ao INSS, que garante a microempreendedor(a) individual acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade. Em 2025, o valor mensal do INSS pago na categoria MEI Geral era de R$ 75,90. Com o novo salário-mínimo, em 2026, esse valor varia entre R$ 82035 e R$ 87,05, e para Caminhoneiro, o valor será entre R$ 195,52 e R$ 200,52.


