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Exposição “Bonecos Giramundo” é prorrogada até o fim do mês de abril, no Palácio das Artes

A exposição “Bonecos Giramundo”, aberta para visitação no Palácio das Artes em outubro de 2025, já levou mais de 40 mil visitantes à Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. Agora, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) e o Grupo Giramundo anunciam a prorrogação da mostra até 26 de abril. Além dos mais de 600 itens (entre bonecos, máscaras e objetos de cena), mais de 80% deles restaurados com o apoio da FCS, essa segunda fase vai oferecer ao público mais ações educativas, aprimoramento das medidas de acessibilidade, manipulação de bonecos ao vivo e mostra virtual. A exposição tem entrada gratuita e pode ser vista de terça-feira a sábado, das 9h30 às 21h, e aos domingos das 17h às 21h.

A mostra “Bonecos Giramundo” apresenta ao público a maior coleção de bonecos do Brasil. Na exposição, o público tem acesso a uma retrospectiva abrangente do grupo, com peças de 40 montagens realizadas entre 1970 e 2024. A iniciativa integra a “Ocupação Giramundo” (que já trouxe ao Palácio um espetáculo teatral, uma mostra de cinema e outras ações) e comemora os 55 anos do grupo mineiro (celebrados em 2025) e do Palácio das Artes (completados em 2026). A exposição reúne peças de produções emblemáticas como “A Flauta Mágica”, “Dango Balango”, “O Menino Bach Visita o Brasil”, “Os Orixás”, “Pedro e o Lobo” e tantas mais. O presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis, celebra a nova fase e o sucesso da mostra. “É uma felicidade sem tamanho para a Fundação poder acolher, no Palácio das Artes, o universo do Giramundo, neste momento tão significativo para nós e para eles. Todos que vêm à exposição ficam impressionados com a riqueza artística das peças e com o escopo grandioso da curadoria. Temos aqui na Grande Galeria mais de meio século de memória viva, desse grupo que já é patrimônio nacional e povoa o imaginário de gerações de mineiros e brasileiros. Não por acaso, a galeria não para de receber visitantes, e esperamos que esta segunda fase, com novidades e mais ações, atraia ainda mais pessoas a esse universo de cultura e mineiridade que está bem aqui, pronto para o mergulho do público”.

A exposição “Bonecos Giramundo” é realizada pelo Ministério da Cultura,Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Grupo Giramundo e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e da ArcelorMittal, Patrocínio da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

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Exposição Giramundo – Foto: Paulo Lacerda

Reinvenção constante

Para marcar o sucesso de público, a mostra inaugura um novo momento, como explica Marcos Malafaia, um dos diretores do Giramundo e curador da exposição. “A fase 2 reorganiza o acervo e a informação para um melhor intercâmbio com as crianças e com as escolas. Assim, a interface de acessibilidade foi aprimorada e aprofundada, com ampliação das audiodescrições e das legendas dos diversos setores expositivos e com a identificação dos nomes dos bonecos. Todo esse trabalho de complementação de acervo, com a chegada de mais peças e objetos, e a reorganização da montagem dos estandes para maior clareza, permitirão a gravação de uma visita guiada digital, fato inédito na história do Giramundo. A mostra virtual tornará o contato do público com o acervo muito mais profundo e amplo, acessível via internet”, destaca.

Ainda no rol de ações de acessibilidade, a Fundação Clóvis Salgado e o Grupo Giramundo preparam a abertura do agendamento de visitas para pessoas cegas, com acesso tátil ao acervo em geral. “Será uma oportunidade de fortalecer essa relação cognitiva entre os bonecos e as formas de percepção das pessoas cegas. Nossa expectativa é positiva porque os bonecos são objetos materiais, são esculturas físicas, e a coleção do Giramundo se destaca pela variedade construtiva e material. Então, acreditamos que essas pessoas poderão aproveitar bastante a experiência de multiplicidade de formas, variedade de materiais, diferença de escala, percepção dos diversos tipos de manipulação”, comenta Malafaia.

Outra novidade é a instalação de um pequeno estande de demonstração de manipulação, com réplicas de itens do espetáculo “Pedro e o Lobo”. Essas pequenas cenas fazem parte do atendimento a uma demanda constante do público, sempre ansioso por ver os bonecos em movimento, ao vivo, em meio à área expositiva. “Nosso desejo”, ressalta o curador, “é principalmente ampliar o alcance da mostra. Trazer as escolas, incluir mais as crianças. Também aumentar a acessibilidade aprofundando a informação e a interação com o público em geral e com os grupos de pessoas cegas e surdas em particular”.

O Giramundo e seus mundos – Uma das mais atuantes companhias de teatro de bonecos do Brasil, o coletivo mineiro tem uma trajetória marcante no teatro, no cinema de animação e na televisão. Fundado em 1970, o grupo surgiu a partir da iniciativa dos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso e Madu, e é reconhecido pela qualidade de suas produções e pelo nível de experimentação que seus artistas trazem à cena. Ao longo de 55 anos, já estrelaram mais de 40 espetáculos, com temas que vão da cultura brasileira (autores, personagens, história e etnias formadoras) aos clássicos da literatura mundial (com títulos como “Pinóquio”, “Alice no País das Maravilhas”, “Vinte Mil Léguas Submarinas”), passando ainda pela música erudita (com adaptações de obras de Mozart, Prokofiev, Carlos Gomes, Saint-Saëns e Manuel de Falla). Atualmente, dirigido por Bia Apocalypse (filha dos fundadores,  Terezinha Veloso e Álvaro Apocalypse), Marcos Malafaia e Ulisses Tavares, o grupo amplia as suas atividades, passando dos palcos para um núcleo multimídia, em que o teatro e o cinema de animação se juntam.

A exposição “Bonecos Giramundo” vem como a consolidação de uma história tão longeva. Ao longo de quatro meses, a mostra recebeu uma média de mais de 400 visitantes por dia. Marcos Malafaia avalia a repercussão como positiva em muitos sentidos. “É um divisor de águas. Nunca o acervo do Giramundo havia sido exposto com tamanha extensão e profundidade, abarcando todas as fases e domínios do grupo. O público abraçou a iniciativa de modo muito forte, sincero e afetivo. Há muita emoção envolvida na visita, memórias de momentos passados junto aos bonecos, com os fundadores e a atual equipe. Eles realmente fazem parte do imaginário dos belo-horizontinos e a companhia se misturou na história da cidade de tal modo que os visitantes se identificam com o acervo, como algo de cada um, como se o Giramundo pertencesse a todos. Percebemos também que a relação Giramundo – Fundação Clóvis Salgado se aprofundou muito, numa forte sinergia em torno do conceito geral mais abrangente da Ocupação, que é celebrar a importância tanto do Giramundo quanto do Palácio das Artes”, observa.

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