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Hospitais filantrópicos 100% SUS de Belo Horizonte aguardam regularização de pagamentos para evitar colapso assistencial

Os hospitais filantrópicos 100% SUS de Belo Horizonte informam que a situação dos pagamentos em atraso por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) ainda não foi regularizada. As instituições operam sob risco iminente de colapso financeiro e assistencial, diante de atrasos significativos com fornecedores de insumos e prestadores de serviços, o que pode atingir, nos próximos dias, os trabalhadores, devido à impossibilidade de pagamento integral da folha salarial por parte de algumas unidades hospitalares.

Na última terça-feira (06/01), o Município de Belo Horizonte realizou o pagamento parcial da dívida, correspondente a aproximadamente 25% do montante devido, que ao final do ano já alcançava cerca de R$ 100 milhões, relativos aos sete hospitais filantrópicos 100% SUS. Ressalta-se que não foi possível identificar os critérios adotados para a realização desses pagamentos, situação que mantém algumas instituições em condições igualmente críticas, mesmo após os repasses efetuados. A Federação das Santas Casas de Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas) considera fundamental o esclarecimento dos critérios utilizados para a definição dos pagamentos parciais da dívida.

Ainda no referido dia, a Secretaria Municipal de Saúde, convidou a Federassantas, bem como os dirigentes dos hospitais, para uma reunião em caráter emergencial, a ser realizada nesta quarta-feira (07/01), no período da tarde, com o objetivo de tratar da situação financeira enfrentada pelas instituições.

Em demonstração de disposição para a construção de soluções urgentes por meio do diálogo institucional, a Federassantas e todos os hospitais representados confirmaram presença na reunião. A expectativa é de que o encontro traga informações concretas sobre o pagamento integral do débito em aberto, bem como sobre a regularização dos fluxos de repasses, permitindo que as instituições possam enfrentar, de forma progressiva, os graves impactos decorrentes dos atrasos.

Os hospitais reafirmam seu compromisso histórico com o Sistema Único de Saúde, mas alertam que não há mais margem operacional ou financeira para absorver novos atrasos, tampouco para aguardar a quitação dos valores devidos sem repercussões imediatas sobre os trabalhadores e sobre a população que depende dos serviços, especialmente diante das dificuldades crescentes no abastecimento de insumos essenciais causadas pela inadimplência junto aos fornecedores.

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