Emprego

Primeira impressão ainda conta? O impacto da roupa na entrevista de emprego em 2026

Em 2026, com a consolidação do trabalho híbrido, entrevistas online e culturas organizacionais mais flexíveis, muitos profissionais passaram a questionar se a primeira impressão ainda tem o mesmo peso nos processos seletivos. A resposta segue afirmativa: a apresentação pessoal continua sendo um fator estratégico na construção da imagem profissional.

Mesmo em um mercado cada vez mais orientado por competências técnicas e habilidades comportamentais, a escolha da roupa para uma entrevista continua comunicando mensagens importantes. A vestimenta funciona como uma linguagem não verbal que transmite organização, atenção aos detalhes, entendimento do contexto corporativo e respeito pelo processo seletivo.

Para Jéssica Giustino, superintendente de franquias do CEBRAC (Centro Brasileiro de Cursos), a roupa é parte do posicionamento profissional. “A forma como o candidato se apresenta em uma entrevista demonstra o nível de preparo e o quanto ele compreende a cultura da empresa. A vestimenta adequada não é sobre formalidade excessiva, mas sobre coerência com o ambiente e com a vaga pretendida”, afirma.

Segundo ela, mesmo em entrevistas virtuais, o impacto visual permanece relevante. “No ambiente online, muitos acreditam que apenas o conteúdo da fala importa. No entanto, postura, organização do espaço e escolha da roupa continuam influenciando a percepção de profissionalismo. A imagem comunica antes mesmo da primeira resposta”, destaca.

Jéssica ressalta que a roupa não substitui a qualificação, mas pode reforçar atributos valorizados pelo mercado. “Competência técnica é indispensável, mas a construção da primeira impressão acontece em segundos. Quando o candidato demonstra cuidado com sua apresentação, ele sinaliza comprometimento, responsabilidade e maturidade”, explica.

De acordo com a superintendente, preparar-se para uma entrevista envolve estratégia. “Pesquisar sobre a empresa, entender o perfil do setor e alinhar a apresentação pessoal a esse contexto aumenta as chances de conexão com o recrutador. A imagem faz parte da comunicação profissional e deve ser pensada de forma intencional.”

Com 30 anos de atuação na qualificação de jovens e adultos, o CEBRAC reforça em seus cursos a importância do desenvolvimento técnico aliado às competências comportamentais e à construção da marca pessoal. Para Jéssica, esse conjunto é o que fortalece a empregabilidade em um mercado competitivo e dinâmico.

“A tecnologia transformou os processos seletivos, mas a percepção humana continua sendo determinante. A primeira impressão ainda conta, e saber utilizar a imagem como aliada pode ser um diferencial importante na trajetória profissional”, conclui.

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