As unidades educacionais do Coleguium Rede de Ensino em Minas Gerais e no Pará começaram a oferecer, neste mês, a disciplina DiaLab, uma proposta pedagógica inovadora voltada ao desenvolvimento da autonomia, da postura crítica e da responsabilidade dos estudantes diante de uma sociedade cada vez mais impactada por sistemas digitais inteligentes. A iniciativa busca preparar os alunos para criar, decidir e se posicionar de forma consciente em um cenário marcado pela presença crescente da inteligência artificial (IA) no cotidiano.
A nova disciplina passou a integrar a grade dos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), com um tempo semanal dedicado à aprendizagem sobre inteligência artificial e letramento digital. Para os estudantes do Ensino Médio, o DiaLab é oferecido de forma opcional no contraturno escolar, com o objetivo de ampliar as possibilidades de aplicação prática dos conhecimentos e fortalecer a conexão com projetos acadêmicos e trajetórias profissionais futuras.
De acordo com a coordenadora do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio, Hellen Brandão, a proposta ultrapassa o aprendizado técnico sobre ferramentas digitais. “Ao reconhecer a coexistência entre humanos e sistemas artificiais como um dos eixos centrais da atualidade, o programa entende a IA como um meio de ampliar capacidades humanas, sem substituir o pensamento, a autoria ou a responsabilidade”, afirma.
Ela ressalta que essa perspectiva orienta toda a estrutura pedagógica do DiaLab, organizada a partir de premissas que colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem. “As experiências partem do contexto e dos interesses dos alunos e dialogam com suas realidades, curiosidades e referências culturais, o que torna o aprendizado mais significativo e conectado ao mundo contemporâneo.”
A disciplina desenvolve um conjunto de habilidades consideradas essenciais para o processo de ensino-aprendizagem, entre elas o pensamento crítico, a autonomia, a criatividade responsável, a capacidade de investigação, a tomada de decisão consciente e a reflexão sobre os próprios processos de aprendizagem — conhecida como meta-aprendizagem. Hellen Brandão explica que a proposta pedagógica estimula o protagonismo dos estudantes e incentiva a compreensão não apenas do conteúdo aprendido, mas também das estratégias utilizadas para aprender.
Por meio da metodologia do “aprender fazendo” e da aprendizagem baseada em projetos, os alunos experimentam, testam hipóteses, revisam escolhas e analisam resultados, “o que os transforma em sujeitos ativos do próprio aprendizado”. A abordagem centrada no humano, aliada à redução de barreiras técnicas, busca favorecer a inclusão e ampliar o acesso ao conhecimento, além de fortalecer o engajamento e o sentido da aprendizagem.
O programa adota uma abordagem de inteligência artificial guiada pelo princípio do “Pedagogy First”, no qual a tecnologia não determina o percurso educativo, mas serve a objetivos pedagógicos previamente definidos. Nesse contexto, o professor permanece como mediador do processo formativo, enquanto a IA atua como apoio à aprendizagem e amplia possibilidades de investigação, autoria e construção do conhecimento.
Além do desenvolvimento tecnológico, o DiaLab integra temas contemporâneos fundamentais, como cidadania, segurança digital, ética, empregabilidade e uso consciente da tecnologia. “A proposta contribui para uma aprendizagem mais significativa e conectada à realidade dos estudantes, potencializa o trabalho pedagógico da escola e promove uma formação integral alinhada às demandas do presente e às competências necessárias para o futuro”, afirma a coordenadora.



