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Culturas juvenis periféricas da Grande BH são tema de livro

Reconhecer e valorizar as culturas juvenis periféricas da RMBH como forma de resistência. Esse é o objetivo do livro Juventudes: cultura, movimento e transformação. Para isso, a publicação acompanha a história do Fórum das Juventudes da Grande BH, rede de coletivos e ativistas que é referência na defesa
dos direitos juvenis e completa 20 anos em 2024. O lançamento da publicação, com distribuição gratuita de exemplares, acontece no dia 25/1, quinta-feira, das 17h30 às 22h, no CRJ – Centro de Referência das Juventudes, numa programação repleta de apresentações de dança, música e intervenções de poesia.

Resultado de uma produção colaborativa, o livro reúne memórias, afetos, dilemas, contradições produções que se entrelaçam na história do Fórum das Juventudes, oferecendo um panorama sobre as movimentações culturais juvenis e sobre as lutas por políticas para juventudes em BH e Região Metropolitana. A produção também traz relatos e reflexões sobre os processos vividos pelo Fórum ao longo de sua história.

Segundo a organização, a publicação permite enxergar as culturas juvenis de periferia como forma de resistência política, social e cultural, especialmente pela inventividade e pela força de sua presença em diversos territórios.

O evento de lançamento conta com atrações de música, dança e poesia, divididos em três blocos temáticos – cultura, movimento e transformação. Participam nomes como Emy Roots, Nívea Sabino e Crew UBDI.

O projeto é realizado pela sociedade civil com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e apoio do Fórum das Juventudes da Grande BH, da AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs e do Observatório da Juventude da UFMG.

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Referência para os movimentos juvenis

Nascido em 2004, o Fórum das Juventudes da Grande BH é uma rede da sociedade civil que agrega dezenas de coletivos e movimentos juvenis, a fim de potencializar a ação coletiva em prol dos direitos desse público. A rede lança mão de variadas estratégias, organizando ações como campanhas pelo enfrentamento da violência contra as juventudes, eventos de ocupação da cidade e formações baseadas na educação popular.

Professor aposentado da UFMG e fundador do Observatório da Juventude da Universidade, Juarez Dayrell caracteriza o Fórum como um espaço de construção coletiva, solidariedade e amorosidade. “Por isso, a experiência no Fórum marca a vida das pessoas, que incorporam valores que levam para a vida inteira”, completa.

Integrante do Fórum, Alga Marina também fala da potência transformadora do Fórum. Segundo ela, a partir da experiência na rede, jovens das periferias passam a se reconhecer como sujeitos de direitos: “Ao participar do Fórum das Juventudes, a juventude negra e de favela coletiviza sua contestação aos lugares de violência e preconceito que lhes são impostos. Essa juventude passa também a ocupar outros espaços. Ocupar é uma palavra fundamental para o Fórum. Ela diz de uma presença que, por si só, afirma: esse espaço vai ter que ser mais democrático agora, porque estamos aqui e vamos exercer nosso direito de
circular pela cidade e de nos expressar”.

Informações: AssCom