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Forçar afeto em crianças pode ser prejudicial, adverte especialista

Obrigar uma criança a abraçar alguma pessoa ou forçar algum afeto pode parecer algo simples, mas obrigar uma crianças e força-la a um ato de afeto pode ser prejudicial. Danielli Ferraz, médica cardiologista e especialista em medicina ampliada pela antroposofia, alerta para os riscos de obrigar crianças a demonstrarem afeto.

Segundo a especialista, forçar uma criança a dar beijos ou abraços, mesmo a parentes próximos, pode ser prejudicial ao seu desenvolvimento emocional e à sua autonomia sobre o próprio corpo.

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Danielli Ferraz Caldas – Foto: Divulgação

Mesmo que a criança ame os avós ou tios, pode haver momentos em que ela não queira dar beijos ou abraços. E isso é perfeitamente normal e deve ser respeitado”,. Obrigar uma criança a demonstrar afeto retira dela a autonomia sobre seu corpo, um aprendizado crucial de que somente ela pode decidir quem pode tocá-la,”  afirma Danielli Ferraz.

A especialista enfatiza que, embora seja importante ensinar a criança a ser educada e cumprimentar as pessoas, é essencial permitir que ela encontre sua própria maneira de demonstrar carinho. “Pode ser um cumprimento divertido com as mãos ou simplesmente um sorriso. É fundamental que a criança se sinta no controle e segura para expressar seus sentimentos de uma forma que lhe seja confortável,” sugere a médica. 

A especialista também aconselha que parentes e cuidadores não forcem o contato físico. “Instruam os familiares a respeitar os limites da criança. Se quiserem interagir, proponham atividades que a criança gosta, como ler um livro ou desenhar juntos. Isso ajuda a quebrar o gelo de uma forma natural e respeitosa.”

Benefícios de respeitar a autonomia infantil

Forçar demonstrações de afeto pode ter consequências negativas a longo prazo, afetando a maneira como a criança entende o consentimento e suas próprias emoções. “Quando ensinamos às crianças que elas têm o direito de decidir sobre seu corpo, estamos ajudando a construir uma base sólida para relacionamentos saudáveis e respeitosos no futuro”, explica a especialista.

Respeitar a autonomia das crianças em relação ao contato físico não apenas protege seu bem-estar emocional, mas também fortalece sua autoestima e confiança. “Crianças que aprendem que suas opiniões e sentimentos são válidos tornam-se adultos mais seguros e equilibrados”, destaca Danielli Ferraz.

Ela conclui reforçando a importância de um ambiente de respeito e compreensão. “Ao permitir que as crianças expressem seu afeto de forma natural e espontânea, criamos um ambiente de confiança e respeito mútuo, essencial para o desenvolvimento emocional saudável.”